![]() |
| Moony Khoa Le. |
quarta-feira, 1 de março de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Quem está na chuva...
Pedro Lucas Lindoso
Há muito tempo não ouvia a palavra
bisbilhotar. Minha avó usava muito
esse vocábulo. Detestava pessoas que andavam em mexericos e intrigas. Dizia que
não devemos bisbilhotar a vida dos outros.
Almir Coimbra, meu professor do antigo
ginásio em Brasília, gostava de usar a palavra mexericar. Achava eu que era um termo bem brasileiro. Mas não!
Professor Coimbra quando queria fazer uma fofoca
citava Eça de Queirós em O Primo Basílio:
“A vizinhança já se punha a mexericar,
a comentar. Um escândalo!” E então contava seu mexerico. Uma figura, o
professor Coimbra! Era professor de Desenho. Fizeram uma reforma educacional e
acabaram com a disciplina. Foi introduzida Educação Moral e Cívica. O professor
desgostoso aposentou-se e foi mexericar
no Rio de Janeiro.
Em Portugal, além de mexericar, usa-se muito a expressão coscuvilhar. Raramente os portugueses
usam a palavra fofoca. Essa
sim, é definitivamente uma palavra
brasileira. Fuxico também é palavra nossa.
Nas cidades pequenas, nos burgos
medievais, a fofoca corria solta.
Todos davam conta da vida alheia. Hoje, na era da informática, do weakleaks e
do facebook, nada mudou. Todos continuam dando conta da vida dos outros.
Na verdade, não existe sigilo. Nem
telefônico, nem fiscal, nem bancário. Na época das locadoras, foram bisbilhotar que tipo de filme um
candidato à Suprema Corte dos Estados Unidos costumava locar. Um escândalo.
Sobre o assunto, meu colega de
fórum Dr. Chaguinhas sempre me ensina que só existe segredo entre duas pessoas.
Se um terceiro fica sabendo deixa de ser segredo!
O fato é que foram bisbilhotar o celular da primeira-dama
Marcela Temer. A Justiça determinou aos jornais Folha de S.Paulo e O Globo
a não veicular textos que tratam do roubo do celular
e das contas de e-mail da primeira-dama Marcela Temer. O juiz de
primeira instância em Brasília que deu a liminar andou mal. O Egrégio Tribunal
de Justiça do DF revogou a medida. O desembargador que cassou a liminar
explicou que “não há como consentir que um órgão estatal defina o que a
imprensa irá publicar”. Disse ainda que “as relações de imprensa prevalecem
sobre as relações de vida privada”.
Para o sábio Dr. Chaguinhas, ao
analisar o imbróglio e sempre contra
qualquer tipo de censura foi curto e grosso:
– Quem está na chuva é para se
molhar.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Entre a verdade e a dúvida
A
verdade me repugna. Todas as verdades, inclusive as dos livros sagrados e as
das ciências. Eu cultivo e cultuo a dúvida. Só a dúvida me interessa.
(João Sebastião)
domingo, 26 de fevereiro de 2017
sábado, 25 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
cenas da vida banal 7
Zemaria Pinto
garçom, traga-me uma
navalha
e um chope espumando
nuvens
Marcadores:
A poesia é necessária?,
Zemaria Pinto
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
O aborto e o sagrado
João Bosco Botelho
É
difícil entender como tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, mesmo contendo
inúmeras referências específicas sobre a organização familiar, não citam uma só
vez a prática abortiva. É como se o fato, que incontestavelmente deveria
ocorrer em muitas mulheres, não tivesse qualquer importância para a coesão do
grupo. Na Bíblia não há referência ao
aborto.
A
mais antiga e clara referência cristã antiabortiva está no Didaqué, manual ético‑moral, escrito nos anos 100 da nossa Era: “Não
matarás criança por aborto, nem criança já nascida”. O filósofo cristão
Tertuliano (190‑197) também adotou a posição antiabortiva absoluta: “É
homicídio antecipar ou impedir alguém de nascer. Pouco importa que se arranque
a alma já nascida, ou que se faça desaparecer aquela que está ainda por nascer.
É já um homem aquele que virá”.
São
Jerônimo (331‑420), um dos quatro grandes doutores da Igreja, na
correspondência endereçada a Algásia, argumentou: “os sêmens se formam
gradualmente no útero e não se pode falar de homicídio antes que os elementos
esparsos recebam a sua aparência e seus membros”. Contudo, em outra carta, o
monge de Belém considerou as mulheres que escondiam a infidelidade conjugal com
o aborto como culpadas de triplo crime: adultério, suicídio, assassinato dos
filhos.
De
forma semelhante, Santo Agostinho (354‑430) manteve a separação etária dos
fetos: “Pois uma vez que o grande problema da alma não pode ser decidido
apressadamente com julgamentos rápidos e não fundamentados, a Lei não prevê que
o ato seja considerado como homicídio, uma vez que não se pode falar de alma
viva num corpo privado de sensações, numa carne não formada e, portanto, ainda
não dotada de sentidos”.
Na
Idade Média, a Igreja cristianizou algumas comemorações oriundas do politeísmo.
A da Natividade do Senhor foi uma das primeiras, fixada no fim do século IV, iniciando
os atributos sagrados às concepções, seguida da Natividade da Imaculada Conceição
de Maria, celebrada no dia 8 de dezembro, e da Anunciação, ou festa da concepção
de Cristo, respectivamente nos séculos VI e VII. Essas celebrações contribuíram
para impor simbologia sagrada à gestação.
A
dúvida sobre a data do início da animação do feto, oriunda dos conceitos
aristotélicos, atravessou os séculos. O magnífico Santo Tomás (1225‑1274) sustentou
que não ocorria na concepção e que só o aborto de um feto animado era homicídio.
A força da tradição e a moralidade do tomismo para a estrutura dogmática da
Igreja influenciaram decisivamente no afrouxamento da proibição. O papa Gregório
XIV, apoiado no argumento de muitos teólogos, revogou a Bula de Xisto V (1588)
que punia civil e canonicamente todos os que praticassem o aborto em qualquer
fase do feto.
O
retorno da Igreja, verificado no século XIX, ao rigor do cristianismo do
Didaqué tem dois componentes inseparáveis: um teológico e outro político. O
primeiro, promovido pelo papa Pio XI, acabou com a distinção multissecular de
feto animado e não animado. O segundo, relacionado com a industrialização
crescente do ocidente e a imperativa necessidade de mão‑de‑obra, já que,
historicamente, o aborto e suas consequências maléficas alcançam mais as
mulheres oriundas dos estratos sociais mais pobres. No famoso discurso, dirigido
às obstetras, em 1951, foi enfático ao atribuir vida intrauterina plena antes
do nascimento e condenar o aborto enquanto morte do inocente.
O
documento conciliar Gaudium et Spes, considerado
progressista em muitos aspectos da ação social da Igreja, manteve a interdição
incondicional: “A vida, uma vez concebida, deve ser tutelada com o máximo de
cuidado e o aborto, como o infanticídio, são delitos abomináveis”.
Marcadores:
História da Medicina,
João Bosco Botelho
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
O milagre do call center
Pedro Lucas Lindoso
Para o meu amigo Dr.
Chaguinhas, os famosos call centers são
a praga do milênio! Chaguinhas, que acha que o Português é uma língua
suficientemente rica para evitar estrangeirismos, começa por abominar o nome em
Inglês. Disse-me que recebeu um bilhete da secretária onde se lia: ”ligar para
o cousenter”. Mas conforma-se porque as
opções em vernáculo seriam central de atendimento ou centro de chamadas
telefônicas. Por serem locuções muito grandes acabariam virando siglas. Depois,
se até em Lisboa e em todo Portugal usam a expressão call center, melhor mesmo se conformar. Com a expressão, mas não
com a praga que são essas centrais.
De fato, ao ligar para a
maioria dos call centers uma
gravação nos submete às opções diversas. Disque um para isso, dois para aquilo.
Antes de ouvir todas as diversas opções vou logo apertando a tecla 9 que é
sempre para “falar com um dos nossos atendentes”. Pode ser um atendente ou uma
atendenta. Geralmente é uma atendenta.
Que não foi uma boa estudanta senão estaria em um emprego melhor e menos
estressante.
Já fui acordado às 6:00
horas da manhã por um call center do
sudeste. A moça não sabia que em Manaus, no horário de verão, há uma diferença
de duas horas para menos. Não sabia nem o que era fuso horário! Mas isso foi assunto
de outra crônica.
Pois bem, call centers podem ser motivo de estress,
mas podem também fazer milagres. Disse isso ao Chaguinhas que logo me perguntou
a que tipo de milagre eu me referia. Disse-lhe que precisei agendar horário para
um exame de ultrassonografia. Estou enfrentando a maratona de exames periódicos
anuais.
Nem precisava ter me
preocupado em agendar. Era por ordem de chegada. Mas valeu a pena pelo milagre!
Ao dizer meu nome perguntou se Lindoso era com “S” ou “Z”. Até aí tudo bem.
Depois quis confirmar o endereço. Era o mesmo. Depois o telefone. Também
permanecia o mesmo. O telefone é esse mesmo, o senhor confirma? Sim, disse-lhe
calmamente.
Aí aconteceu o milagre. A
moça me perguntou: a data de nascimento continua a mesma? Tomei um susto. Mas
resolvi arriscar o milagre: disse-lhe que não. Agora a data de meu nascimento é
13 de maio de 2000. Ela me pediu que eu confirmasse a data. Não tive dúvida. 13
de maio de 2000. Eis o milagre do call
center. Tornei-me um jovem de 17 anos! Não sou mais um coroa do século
passado. Nasci neste século, neste novo milênio! Viva o milagre do call center! Viva!
domingo, 19 de fevereiro de 2017
sábado, 18 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
cenas da vida banal 6
Zemaria Pinto
beija-flor, no ar suspenso,
suga a papoula
amarela.
lembra o amante apressado
que na ânsia de ir embora
esquece do gozo dela.
Marcadores:
A poesia é necessária?,
Zemaria Pinto
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Os deuses gregos e a serpente na medicina
João Bosco Botelho
É necessário tentar explicar
porque o Centauro Quíron foi o preceptor de Asclépio, o grande deus curador
grego, de Jason e Dionísio. É provável que tenha existido razão no pensamento
mítico grego para justificar a ligação entre as qualidades necessárias para
exercer a prática médica, encontradas em Asclépio, com a epopeia épica do Velo
de Ouro, de Jason, e com o conhecimento dos mistérios da religião e da
vegetação de Dionísio.
Apesar de tratarem-se de
pontos aparentemente discrepantes e sem qualquer relação entre eles, é possível
estabelecer o elo coerente a partir da compreensão de como era a prática médica
naquela época. O entendimento fica mais fácil se aderirmos a medicina aos dois
cortes epistemológicos: o pensamento celular, a micrologia (microscópio ótico),
e o pensamento molecular, a ultramicroscopia (microscópio eletrônico). Dessa
forma, sem esses conhecimentos, a ação médica atual ficaria desprovida dos
principais suportes para identificar as doenças e os objetivos da prática
ficariam intransponíveis.
Para o exercício da prática
médica sem o apoio da micrologia (biopsia) e da genética torna-se necessário
possuir a determinação de Jason em vencer incríveis obstáculos e o conhecimento
da vegetação e da religião de Dionísio. Talvez tenham sido essas as bases
complexas das relações do centauro Quíron, com Asclépio, Jason e Dionísio.
Para os gregos daquela época
o deus Asclépio deificava a medicina na mitologia: era celebrado em grandes
festas públicas, no dia 18 de outubro, data que o cristianismo estabeleceu como
o dia do nascimento de Lucas, o Evangelista médico, e, até hoje, se comemora o
dia do médico no Ocidente.
Asclépio conquistou uma fama
inimaginável, tinha a delicadeza do tocador de harpa e a habilidade agressiva
do cirurgião. Todos os doentes que não obtinham cura em outros lugares,
procuravam os serviços médicos desse deus. Mais cirurgião do que médico, ele
criou as tiras, as ligaduras e as tentas para drenar as feridas. Chegou a
ressuscitar os mortos e, imediatamente, foi morto por Zeus, com os raios dos Ciclopes.
Zeus matou Asclépio por temer que a ordem do mundo fosse transtornada.
Asclépio deixou duas filhas,
Hígia e Panaceia; a primeira celebrada como a deusa da medicina, e a segunda
curava todos os doentes com os segredos das plantas medicinais. Além delas,
teve dois filhos, Macaão e Podalírio, médicos guerreiros, que se destacaram na
guerra de Tróia.
Existem muitas comprovações
arqueológicas das dádivas de agradecimentos dos doentes à Asclépio. No hospital
de Epidauro, na ilha de Cós, na Grécia, foram encontradas várias esculturas com
o nome do doente, a descrição da doença e da cura obtida. Esses objetos
artísticos simbolizando Asclépio, datados entre os séculos 6 e 2 a.C., contém a
serpente enrolada no bastão.
A relação entre a serpente e
a medicina já estava presente na civilização babilônica, dez séculos antes da
formação da polis grega. No Louvre, existe um vaso de cerâmica encontrado na
região de Lagash, representando o deus da cura babilônico – Ningishzida –
segurando um bastão com duas serpentes entrelaçadas.
É possível compreender a
relação da medicina com a serpente sob dois aspectos míticos: pode viver em
cima e embaixo da terra e tem a capacidade de mudar a pele, de tempos em
tempos, encenando o renascimento.
A última interpretação está
relatada no Rig Veda (1.79,1), no qual os Adityas são descritos como os
descendentes das serpentes e ao perderem a pele velha, eles venceram a morte e
adquiriram a imortalidade.
Marcadores:
História da Medicina,
João Bosco Botelho
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
The wall – parede, muro ou muralha?
Pedro Lucas Lindoso
Quando se começa no Inglês,
logo se aprende a frase “the book is on the table”. Mais adiante vem “the picture
is on the wall”. E o aluno entende que “wall” significa parede. Mais adiante percebe
que assim como “picture” significa pintura, quadro, pode também significar
fotografia. E descobre que “wall” pode ser muro. Tem até uma rua famosa em Nova
Iorque, a Wall Street.
Para o falante de Português,
parede e muro parecem ser palavras bastante distintas. Mas sabemos que palavras
homônimas são muito comuns em Inglês. Uma amiga poetisa diz gostar de pintar
suas paredes de verde claro porque acha que é relaxante. A palavra parede nos
remete mesmo às divisórias de uma casa. Coisa bem distinta de muro. Colocamos
coisas nas paredes. Retratos, quadros, crucifixos, objetos de arte, relógios,
quadro de avisos, pôsteres e tantas outras coisas que nos são gratas e nos
dizem respeito. As paredes de uma casa podem refletir a personalidade de seus
donos.
Já o muro nos lembra defesa,
proteção. Aquilo que separa um lugar do outro. Sempre penso no Muro das
Lamentações ou Muro Ocidental, em Jerusalém.
O Presidente Trump pretende construir um muro na
fronteira entre os Estados Unidos e o México.
O secretário de Segurança Interna, John Kelly, espera que dentro de
dois anos o muro, que deverá ser uma “barreira física”, esteja em curso.
Outro muro de triste memória é o Muro de Berlim. O atual
prefeito, Michael Muller pediu ao Presidente Trump que não construa o muro.
Lembrou-lhe do sofrimento causado na Alemanha e na Europa pelo Muro de Berlim.
O Papa Francisco fez um apelo para que se construam pontes
e não muros.
A Grande Muralha da China
começou a ser construída antes de Cristo. O imperador Qin Shihuang a ergueu para
proteger a região da invasão de nômades vindos do norte. Trump quer
proteger os americanos de outros americanos. Estes vindos do sul. Em inglês
chama-se The Great Wall of China. Aí se aprende que “wall” significa parede,
muro e muralha.
Penso que a do Mr. Trump
está mais para muralha. A grande muralha de Trump. Bem, em Inglês existe a
expressão “trump up” que significa inventar, tramar. Mr. Trump poderia inventar
coisa melhor como legado aos EUA e ao mundo. Vai construir THE WALL, que não
será uma parede, nem um muro, mas uma grande muralha. Muito triste.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Lex Moraes, plagiário e ladrão
Alexandre de Moraes, o
Lex Luthor de Michel Temer, cometeu o mais execrável dos crimes: a usurpação do
pensamento. Tivesse um mínimo de dignidade, em vez de ministro do Supremo, o intelectobandido
faria o caminho de Santiago, a pé, de ida e volta, com direito a dois pães por
jornada, bebendo água da chuva, durante os próximos 30 anos. Nem assim, a
mancha que lhe cobre a alma desapareceria.
João Sebastião – poeta nefelibata,
filósofo de boteco, profeta do caos – tomado de mística ira contra o ministro
ladrão.
Marcadores:
Alexandre de Moraes,
João Sebastião,
Lapidares
domingo, 12 de fevereiro de 2017
sábado, 11 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
cenas da vida banal 5
Zemaria Pinto
cabeça baixa, caminho
na multidão em desordem.
o que procuro não sei
a quem busco desconheço.
recomeço a cada esquina
a soturna travessia
na contramão dos
silêncios
desatinado, fugindo
do banal cotidiano
que me impõe o
pôr-da-tarde:
voltar pra casa sozinho.
Marcadores:
A poesia é necessária?,
Zemaria Pinto
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
AAL abre inscrições para Cadeira N° 2
A Academia Amazonense de
Letras abriu inscrições para a Cadeira N° 2, de Euclides da Cunha, vaga com o
falecimento do pintor e escritor Moacir Andrade. O edital foi publicado no Diário
Oficial do Estado no dia 30 de janeiro, com prazo de 30 dias, contados a partir
da publicação. Esse prazo termina em pleno Carnaval, motivo pelo qual os
interessados devem ter como limite, por dúvida das vias, o dia 24 de fevereiro.
A AAL localiza-se na Rua Ramos Ferreira, 1009, Centro, e a secretaria atende de
segunda a sexta-feira, de 10 às 17h. Fone para contato: (92) 3342-5381; e-mail:
academiadeletras.am@gmail.com
Marcadores:
Academia Amazonense de Letras,
Euclides da Cunha,
Moacir Andrade
Assinar:
Postagens (Atom)









