Pedro Lucas Lindoso
Tia
Idalina me liga via whatsapp para me informar que desistiu de ir passear em
Nova Iorque. Apesar de gostar muito da cidade, disse que é um desconforto usar
banheiro por lá. Não tem bidé. Muito menos ducha.
Idalina
não tem dúvidas de que o papel higiênico é a opção mais comum e prática. Mas
discorda que seja totalmente eficaz na limpeza completa. Tem certeza que a
relação do papel com as pessoas é ambivalente. Concorda que é prático e
facilmente acessível. Mas gera uma montanha de resíduos. Quem nunca se pegou
pensando na quantidade de árvores que se vão para manter esse hábito no mundo
inteiro?
Advoga
que o bidé é uma excelente opção para a limpeza completa e suave. Ora, o uso do
bidé ajuda a limpar a área com água, sendo muito mais higiênico e confortável.
Mas os americanos não usam. Uma das grandes contribuições dos franceses para a
humanidade. Mas até eles deixaram de usar. Não se sabe o porquê. Os americanos
com certeza não utilizam bidé em razão da colonização puritana. Os puritanos
emigrados da Inglaterra eram moralistas rigorosos na aplicação de ideias e de
costumes. Não usariam bidés, por certo. Titia tem umas teorias próprias e
poucos ortodoxas. Mas deve ter razão.
E por que
não adotam a ducha? É outra opção que permite a limpeza com água. É mais fácil
de instalar em algumas configurações de banheiros.
Idalina
ouviu dizer que no interior usam sabugo de milho e até jornal. Um horror. O uso
do jornal pode ser arriscado devido à tinta e ao papel áspero. Já o sabugo de
milho pode ser desconfortável. Mas é certo que a escolha do método vai depender
das preferências pessoais e, claro, da disponibilidade dos materiais.
Disse à
Tia Idalina que uma boa opção são os lenços umedecidos. Oferece uma limpeza
mais suave e eficaz que o papel higiênico seco. Adverti titia de que ela deve
escolher lenços que sejam biodegradáveis. Não podemos esquecer nossos
princípios básicos de Ecologia. E ainda lhe disse que deve escolher lenços que
não contenham produtos químicos irritantes.
Idalina
vai reconsiderar e estudar a possibilidade de usar lenços umedecidos. Coisa que
não existia na sua juventude.
Titia
não tem dúvidas de que o uso da água, tanto no bidé como na ducha, são os mais
higiênicos. E acrescenta: a ducha e o bidé são símbolos de um cuidado refinado.
Oferecem uma abordagem mais delicada e definitivamente mais eficaz. Para
Idalina a sensação de água fresca é revigorante e sinônimo de limpeza
verdadeira.
Finalmente
Idalina não abre mão de seu conforto e praticidade. E lembra-nos que a higiene
é um ato de amor, por nós e pelo planeta.