Náusea
Edimilson de Almeida Pereira
A luz atravessa o vidro, esbate na estante.
Ninguém estancou o próprio sangue
por isso, mas é certo
que algo se anuncia: rude e sem piedade,
rói a lombada dos livros.
Não lê os afazeres e a flora,
que entre pausas se insinua. Não esperemos
passeios na ilha
ou vistos de entrada.
O que se anunciou polidamente nos devora.