Chiaroscuro
Marco Aurélio de Souza
Para André Cassias
Procurei dentro dos livros
Um poema para ti
Um que dissesse do chiaroscuro
De todo homem que nunca se cansa
De desfazer o nó de si mesmo
:não o encontrei:
Tuas sombras e luzes habitavam tão somente
O ventre viscoso de minha memória
Que gesta agora a carne indelével
Destes versos esquivos com os quais
Lutaremos longamente
Como dois esgrimistas que duelam
Num vazio notívago qualquer