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| Prof. Dr. Allison Leão, da UEA, em entrevista para a Revista Rio Negro. |
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sábado, 31 de janeiro de 2026
quarta-feira, 2 de abril de 2025
Literatura de autoria indígena no Amazonas
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
sábado, 20 de novembro de 2021
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO LITERÁRIA – inscrições abertas
Chamada para 1ª turma
A coordenação do projeto de extensão A literatura na oficina convida os interessados em participar da
primeira turma do Laboratório de Criação Literária a submeterem suas propostas
de inscrição.
O curso de extensão terá duração de 30 horas presencias e 60
não presenciais, com encontros a cada duas semanas, sempre nas manhãs de
terça-feira, indo de agosto ao início de dezembro. Para esta turma, o foco
recairá sobre a prosa de ficção.
Há 20
vagas disponíveis, sendo 10 para estudantes da UEA e 10 para quaisquer outras pessoas,
desde que maiores de 18 anos. O curso dará direito a certificado e participação
em coletânea editada pela Segunda Oficina, selo da Editora UEA.
A seleção se dará por avaliação de textos. Para tanto, os
candidatos devem encaminhar por e-mail um texto literário de autoria própria de
até uma lauda em A4, intitulado “O rinoceronte”.
Os
textos devem conter nome completo do(a) autor(a), contato telefônico e de
e-mail, além de cópia de documento de identificação. Também deve constar a
informação sobre a procedência (se UEA ou comunidade externa).
As
propostas devem ser enviadas para 2ofic.lab.editorial@gmail.com
Assunto
do e-mail: Seleção Turma 1.
As
propostas serão recebidas até as 23h59 do dia 23 de agosto de 2019.
O resultado será divulgado na página de Facebook da Segunda
Oficina Laboratório Editorial – https://www.facebook.com/2oficinalabeditorial/
– no dia 26 de agosto de 2019. O curso terá início no dia 27 de agosto de 2019,
às 9h, na sala Ilsa Honório da Escola Normal Superior da UEA (Av. Djalma
Batista, 2470, ao lado do Amazonas Shopping).
Manaus, 16 de agosto de 2019
Prof. Allison Leão – Coordenador do projeto
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Miniconto, microconto, nanoconto, contos são? 6/7
Zemaria Pinto
6.
NANOCONTO
A denominação nanoconto
me foi sugerida pelo professor Allison Leão. Postamos vários nanocontos, dele e
meus, no blog Palavra do Fingidor, e até umas “Notas para uma teoria do
nanoconto”, que não reproduzo aqui porque tudo era apenas uma brincadeira, que
foi crescendo, crescendo... E aqui estou eu, tentando explicar o que é, afinal,
o nanoconto. Os exemplos extraídos de Kafka, Esopo, Trevisan e Aragão, citados
anteriormente, adequam-se perfeitamente à ideia que temos do nanoconto. Vejamos
dois exemplos do que criamos lá atrás, sem fazer relações históricas, de pura
farra:
terminada a festa, o filho
pródigo avisa:
–
pai,
isto não é uma visita.
(pedra mística 8)
Joca,
eu estou partida .
Ao meio . Rachada. Ainda
não acredito que
você fez isso
comigo . Depois
de 10 anos , Joca? Como
você pode ser tão filho da
puta?
(Drops de pimenta 55)
O primeiro nanoconto é de Allison Leão. O
intertexto claro é a parábola bíblica do filho pródigo. O inusitado, no texto
de Allison, é que o pai não percebera o sentido do retorno do filho, que
precisa avisá-lo de que “aquilo” não é uma simples visita. Uma ironia que
subverte o sentido do texto-fonte.
O segundo nanoconto é de
minha autoria, faz parte de um livro de contos, ou melhor, de nanocontos,
chamado Drops de pimenta, inédito em
papel, apesar de premiado em 2003 no projeto “Valores da terra”, da Prefeitura
de Manaus, que jamais cumpriu o prometido, a edição do livro. Mas essa é uma
outra história. De terror.
A informação que temos,
pelo que se depreende do texto: a expressão é de uma mulher, desesperada pela
ação de um sujeito chamado Joca. Sua fala fragmentada reflete seu espírito
despedaçado. Um caso passional, sem dúvida, embora não saibamos nada de concreto;
uma traição, talvez. As palavras são significativas: “estou partida” separada
de “ao meio”, para enfatizar o vocábulo seguinte – “rachada”; manifestação de
descrença; ênfase no tempo – de convivência?; e finalmente a pergunta fatal,
fazendo um juízo de valor.
Em ambos os casos, a
intensidade do que não foi dito, circunscrito nas elipses, enseja uma outra
leitura ou leituras do meramente textual.
Adrino Aragão sintetiza
essa nossa dúvida em um microconto:
– matou por amor!
eis aí um conto em apenas três palavras.
– poderia também
ser “viveu por amor”, não poderia?
– talvez até
pudesse; mas aí o conto não seria conto, por lhe faltar algo mais, que eu não
saberia explicar.
– ué!? (2006, p.
121)
Este conto, “apenas três
palavras”, problematiza toda a nossa discussão: “matou por amor” traz em seu
cerne a carga da tragédia, a intensidade transformadora; “viveu por amor” não
tem pathos, não tem a energia
necessária para transformar o textual em algo além das aparências.
O nanoconto, que já
dissemos mordaz e ferino, pode ser também uma caricatura – uma imagem
distorcida, como este, de Allison Leão:
vinte
quilos depois, acabou com o casamento. o diabo é a aliança emperrada no dedo
gordinho.
(romance
possível romance xi)
Ou visionário, como este,
do mesmo autor, que leva a reflexões muito atuais sobre sustentabilidade, armas
nucleares, guerras:
na planície radioativa, uma
barata sai pelo olho do último crânio humano. limpa uma antena na outra. e
segue.
(skabrática
8)
O nanoconto pode encerrar
uma carga poética, tensionando o textual – mais uma vez, peço vênia para
mostrar um texto meu:
João não gostava
de domingos. Criança, o dia se estendia até após o almoço, quando todos se
recolhiam, esperando, morbidamente, pela segunda-feira. Mais tarde,
adolescente, o domingo começava e terminava junto com o Fantástico. Só fora diferente enquanto Maria estivera por perto:
domingo era dia de festa, acordar com a madrugada e dormir bem tarde. Agora,
que Maria foi embora, João contempla o infinito, ouvindo o barulho do sol
deslocando-se no céu da tarde de domingo.
(Domingo
à tarde)
Observe-se que o texto é
montado sobre elipses, com o tempo mostrado em quadros de um filme que é
avançado numa velocidade superior à de uma exibição ordinária, até o desfecho
poético, ilustrando o absurdo tédio dos domingos, na perspectiva do narrador.
Por fim, o nanoconto pode
ser encontrado na rua, pintado em um muro, anônimo:
Mãe, me desculpe
por não ser o filho que a senhora sonhou, mas lhe garanto, se ele fosse como a
senhora sonhou, o sonho dele era ser como eu sou.
![]() |
| Há alguns meses, substituíram essa beleza de pichação por uma idiota propaganda de fatfood – comida gordurosa para gente mal-educada. |
Este texto, de autoria
desconhecida, que eu achei pichado em um muro do bairro onde moro, ilustra o
que é o nanoconto: um texto paradoxal, elíptico, poético, denso, intenso. Há
uma história que caberia por certo em um romance, atrás dessas 30 palavras. Mas
o que temos aqui é um garoto cheio de si, reconhecendo que falhou, na
perspectiva de sua mãe, mas que ele, irônico, seguirá em frente, sem culpas ou
desculpas.
Sem outra alternativa,
concluo que a diferença entre o microconto e o nanoconto está na carga de
tensão que este tem a mais que aquele, seja do ponto de vista dramático,
cômico-caricatural ou poético. Mas se não temos como medir a intensidade,
confiemos no discernimento do leitor. Será que ele tem interesse em ser o vetor
dessa discussão?
Para ler outros nanocontos de Allison Leão, clique em skabrática, romance, possível romance ou pedra mística.
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Zemaria Pinto
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Medalha do Mérito Cultural Péricles Moraes 2007 – 6/7
Zemaria Pinto
O professor Marcos
Frederico Krüger Aleixo, referindo-se a Dois irmãos , metaforiza a narrativa
de Nael e concebe uma estrutura em afluência : o
rio Nael recebe a matéria
de vários narradores-afluentes, como Domingas, Halim, Adamor, Rânia e Zana e alguns destes recebem informações
de outros subafluentes .
Marcos Frederico identifica ainda o tempo ,
a Amazônia e a cidade de Manaus como narradores que
influem diretamente no trabalho
de Nael.[1]
Allison Leão , referindo-se também a Dois irmãos , diz que
Nael manipula arquivos diversos para montar sua narrativa .[2]
O mesmo pode ser
dito da Moça
Sem Nome ,
do Relato, e de Lavo, em Cinzas do Norte . O narrador hatouniano monta
seu puzzle
narrativo a partir de arquivos
bastante diversificados. A Moça Sem Nome trabalha com sua própria memória
e com as memórias
gravadas de Hakim, Dorner, Hindié Conceição, e do marido
de Emilie, que Dorner registrara em um caderno , montando a narrativa
em forma de mosaico , para usar uma expressão de
Marcos Frederico. Lavo constrói sua narrativa a
partir de cartas ,
cartões-postais e um diário de Mundo ,
utilizando também o relato de Ranulfo, mas seu principal arquivo é sua memória , onde ele
recupera o contato com
outros personagens
da trama , como
Jano, Alícia e a tia Ramira. Neste caso , a narrativa
funde as duas técnicas : mosaico e afluência .
Em plena temporada de ópera, não é impróprio afirmar que os narradores
hatounianos orquestram a polifonia de vozes dos subnarradores que se espraiam
pelas narrativas.
O próprio Milton Hatoum traça
um paralelo
entre Euclides da Cunha
e Walter Benjamin: enquanto o filósofo alemão identifica dois tipos de narradores muito
comuns – o do viajante ,
que vem de longe ,
e o do camponês , fixado à terra ,
– Euclides, em À margem da História ,
fala do “observador
errante que
percorre a bacia amazônica ”
e do “homem sedentário ”,
postado à margem do rio .[3]
De muito longe
vêm boa parte dos personagens
de Hatoum, e são os que
têm mais histórias
a contar . O próprio
Milton, em entrevista ,
afirmou que nos
primeiros anos
de sua infância ,
ele escutava os mais
velhos conversarem em
árabe , “a ponto de pensar que essa língua era falada pelos adultos e o português pelas
crianças ”.[4]
Mas os enraizados também
têm muito a contar ,
estabelecendo uma conexão permanente entre
a tradição e as suas
histórias pessoais .
Em certo
ponto , os papéis se invertem: os viajantes se fixam na terra
e os nativos erram a esmo .
Equacionando: os três romances representam a construção
(via linguagem )
das ruínas (da memória ,
da linguagem ), que
se organizam a partir de arquivos
diversos , dispersos.
A Moça Sem
Nome , Nael e Lavo escrevem a história da fundação ,
apogeu e destruição
de três famílias .
Quase escrevo o lugar-comum
“saga ” em
vez do genérico
história . Mas
não há nada
de heróico nas três
narrativas . Trata-se de pessoas comuns ,
que andam pelas ruas
de uma Manaus que ainda
arranca suspiros saudosos
de uns poucos sobreviventes. Mas são vidas absurdamente
verossímeis, que evocam paisagens varridas pelo tempo , como a fantástica cidade-flutuante, que
eu-menino olhava de longe , com um misto de encanto
e de medo .
[1]
ALEIXO, Marcos Frederico Krüger. O mito
de origem em
Dois irmãos .
In: Intertextos nº 3, Manaus: EDUA/Valer , 2002, p. 203-214.
[2] LEÃO , Allison. A narrativa poética
em Dois irmãos : lugar
de intercâmbio entre
suportes arquivísticos. In: Somanlu:
revista de estudos
amazônicos . Ano
5, n° 1. Manaus: Edua; Fapeam, 2006, p. 21-34.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Deuses, heróis, bufões – uma dramaturgia amazônica 1/10
Zemaria Pinto
1. Premissas
Embora ociosa para alguns, a discussão a respeito
da especificidade do texto de teatro atravessa milênios
e oscila ao sabor das teorias em voga . Antes de falar , então , sobre os textos dramáticos de Márcio Souza, permito-me
estabelecer alguns
parâmetros essenciais para
delimitar a abrangência desta análise :
1 – O texto
dramático é literatura ,
sim . Sem
renegar o bom
Aristóteles e seus prosélitos ,
antes , complementando-os, afirmo que os gêneros literários , hoje ,
podem ser arquivados sob
os títulos Poesia , Prosa de Ficção
e Drama ;
a este último filia-se o texto teatral;
2 – O texto de teatro, entretanto , só
é literatura quando
aprisionado nas páginas
de um livro .
Sobre o palco ,
ele adquire outra dimensão ,
passando a ser um
componente – em
alguns casos ,
o mais importante ;
em outros ,
nem tanto
– do espetáculo ;
3 – No geral ,
o texto dramático
guarda total
homologia com
os outros gêneros ,
podendo ser apresentado em
prosa ou
em verso ,
e mantendo uma estrutura básica , formada por
enredo , fábula ,
personagens , ambiente
e tempo ;
4 – O texto
dramático alicerça-se na fala das personagens .
Sem fala
não há texto
dramático . Mas
há teatro . De outra
forma : um texto dramático
formado só de didascálias, sem falas , não é literatura . Mas pode ser teatro;
5 – Em
síntese , texto
de teatro é literatura ,
mas teatro
é espetáculo . Com
falas ou
sem falas .
Então,
esclareça-se que as tentativas
de análise aqui
perpetradas levam em conta
unicamente os textos impressos , esquecendo-se o autor ,
temporariamente, dos muitos espetáculos a que
assistiu nos últimos
trinta e muitos anos, em que esses textos foram encenados. Aliás ,
as peças de Márcio Souza, mesmo as que
têm suporte musical, dão ênfase ao texto ,
na melhor tradição
ocidental .
O leitor mais
atento perceberá, na divisão das peças em blocos , a influência de
Sábato Magaldi. Não se trata de emular simplesmente o grande
crítico , mas
de, tomando emprestada sua ideia, quando da organização
do Teatro Completo
de Nelson Rodrigues, identificar os caminhos comuns
das onze peças publicadas de Márcio
Souza. Assim , sem
abdicar do sagrado
direito ao arbítrio ,
mas apontando a ênfase
onde ela
se mostra mais
densa , e sem
preocupações cronológicas quanto à escritura
ou encenação ,
mas buscando um
nexo temporal
no cerne dos textos ,
dividi a obra dramática
de Márcio Souza em quatro
blocos : peças
míticas, tragédias amazônicas, chanchadas amazônicas e peças
cariocas .
As peças míticas reúnem os textos
que tratam da mitologia
índia do rio Negro , em cuja foz foi plantada a cidade de Manaus. Dessana,
Dessana representa o mito da criação do mundo ,
como o povo
Dessana conseguiu preservá-lo. Jurupari , a guerra dos sexos
baseia-se na visão Tariana
do mito desse herói-civilizador, uma personagem de importância
messiânica para os povos
do rio Negro . A maravilhosa história do sapo Tarô-Bequê é uma comédia
que trata
de lendas do povo
Tucano , envolvendo bichos
e gente comum .
Longe da condição
de mito , mas
não da mitologia .
A Paixão de
Ajuricaba, a primeira peça
de Márcio Souza levada à cena , abre o capítulo
das tragédias amazônicas, com a história
ficcional do herói . A rigor ,
aliás , é a única
tragédia do grupo .
Pequeno teatro
da felicidade , ambientada durante a guerra
entre cabanos e legais ,
trata da tragédia
coletiva , da mesma
forma que Contatos amazônicos
de terceiro grau ,
uma alegoria do poder destruidor
da colonização.
Homenageando
as origens cinéfilas do autor , agrupei entre
as chanchadas amazônicas a cota da sua obra que seria,
talvez , mais
apropriado chamar
de farsas históricas. Mas soaria muito
helênico . As Folias do Látex
é uma alegre análise
sobre nossas origens
e nosso caráter .
A resistível ascensão
do boto Tucuxi, baseada
em fatos
cruelmente reais ,
mostra a arte
menor da política amazonense nos anos pós-Vargas/Maia .
Tem piranha
no pirarucu é um
painel risonho
e franco da Manaus pós-moderna.
Finalmente, o
bloco das peças
cariocas traz os dois
textos de Márcio Souza ambientados fora do Amazonas e com
uma temática menos
endógena : O elogio da preguiça ,
comédia , e Ação entre amigos ,
drama . O pano
de fundo é o Brasil brasileiro
dos anos 60, 70 – do século passado !
Tanto quanto possível ,
procurarei fugir das relações
muito comuns
que se faz entre
o texto e a época
em que
foram escritos . Dizer ,
por exemplo ,
que Ajuricaba
é uma alegoria da luta
de parte do povo
brasileiro contra
a repressão da ditadura
militar seria minimizar
a importância estética do texto e
admiti-lo datado . Por
outro lado ,
histórias relacionadas à censura às peças ,
o próprio Márcio Souza contou-as em O palco verde ;
seria supérfluo repeti-las.
Deuses, heróis , bufões
– e também gente
comum : é nesse universo
que o teatro
de Márcio Souza se consubstancia. Utilizando-se de uma linguagem
de grande carga
poética , especialmente
nas peças míticas e na tragédia de Ajuricaba, com
expressões e palavras
muitas vezes desconhecidas mesmo dos nativos
urbanos , o texto
impõe-se naturalmente , pela sua própria coerência
interna . Entretanto ,
ao contrário do que
o leitor apressado
pode estar presumindo, não
se trata de um
“teatro regionalista”.
Partes deste texto foram apresentadas como comunicações no II e no III Colóquio Internacional Poéticas do Imaginário, em 2010 e 2012, respectivamente: O teatro mítico de Márcio Souza e Tragédia e chanchada no teatro de Márcio Souza.
Os 10 posts que apresentamos agora, sempre nas noites de quinta-feira, são a íntegra do ensaio Deuses, heróis, bufões – uma dramaturgia amazônica, publicado no livro O mostrador da derrota (Manaus, UEA Edições: 2013), organizado pelos professores escritores Allison Leão e Marcos Frederico Krüger.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Projeto “A vida de uma obra” começa nesta quarta-feira
O primeiro encontro do projeto esteve previsto para o dia 11/09, porém em virtude da forte chuva que atingiu Manaus naquela data o evento teve de ser adiado. A nova data de realização será na próxima quarta-feira, 09/10, às 18h30min na Academia Amazonense de Letras, e contará com a presença do poeta Elson Farias, do professor e escritor Allison Leão e convidados.
A obra abordada neste encontro inaugural é Frauta de barro, de Luiz Bacellar.
O projeto está sendo divulgado através do endereço:
https://www.facebook.com/avidadeumaobra. Na página, estão disponíveis todas as atualizações sobre o evento do dia 09/10, dados sobre a obra do mês e sobre o projeto.
O projeto é uma parceria entre o grupo de pesquisa MemoCult e a Academia Amazonense de Letras.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
MemoCult/UEA promove ciclo de encontros culturais na Academia Amazonense de Letras
Juliana Sá
Você já parou pra pensar como algumas obras, de tão
originais, adquirem vida própria? Nessas “obras” há algo essencial que as
diferenciam de outras do gênero, trilhando um caminho de sucesso muitas vezes
inesperado pelo(s) autor(es) que as conceberam. Obras como La Gioconda, D.
Quixote, o boi-Bumbá de Parintins e mesmo obras “acidentais” como o popular
restauro do “Ecce Homo” da Igreja de São Borja, na Espanha, (por que não?)
atravessam meses, anos, séculos e se fixam no imaginário de diferentes públicos
e gerações. O que haverá de tão especial nestas obras? O que as torna
emblemáticas de uma cultura, de uma civilização, de um público específico?
Buscando respostas a algumas dessas questões, o
grupo de pesquisa Investigações sobre Memória Cultural em Artes e Literatura (MemoCult/UEA),
que vem estudando as mais diversas formas e fontes de arquivo artístico e
cultural, em parceria com a Academia Amazonense de Letras (AAL), realizará a
cada mês um encontro para debater as trajetórias de vida de nove obras
(literárias, artísticas, culturais) de abrangência local ou global.
Intitulado “A vida de uma obra:”, o projeto busca
contribuir para a discussão sobre arte e cultura na cidade e reforçar os laços
entre o conhecimento acadêmico – sobretudo aquele produzido no âmbito do
Programa de Pós-graduação em Letras e Artes da UEA – e o conhecimento da
sociedade em geral.
O projeto será desenvolvido na forma de um ciclo de
nove encontros, previstos para ocorrer sempre na segunda quarta-feira de cada
mês na sede da ALL, em Manaus, no decorrer de 2013-2014. A ideia de cada
encontro será discutir um tópico da produção histórica e cultural da sociedade
local e/ou global que possa ser entendido como “obra” – seja de produção
individual, seja coletiva. As obras selecionadas privilegiarão diversas fontes
artísticas e culturais, tais como cinema, literatura, dança, teatro, música, festas
populares, espaços urbanos, etc.
O elenco prévio das obras de cada mês está assim
distribuído: Frauta de Barro (setembro), Guernica (outubro), Cidadão Kane
(novembro), Cultura Maku (dezembro), D. Quixote (março), Bíblia (abril), ópera
Jara (maio), Boi-bumbá de Parintins (junho) e Candomblé (julho). Cada encontro
será dirigido por dois palestrantes, que abordarão uma obra específica, dando
duas visões diferentes sobre esta, centrando-se na história dessa obra, sua
trajetória pública, sua recepção, sua vida enfim.
Além de estudiosos de cada obra específica, o público
de cada edição também será convidado a dar suas contribuições ao debate. Como
obras abertas que são, todo tipo de conhecimento que se tem sobre elas – mesmo
que modesto – será indispensável para que se compreenda, o mais amplamente
possível, quão variados são os olhares de público e crítica e quão múltiplas as
fontes de saber sobre um mesmo produto.
A obra eleita para o primeiro encontro do projeto é “Frauta
de Barro”. Publicada em 1963, a obra inaugural do poeta amazonense Luiz
Bacellar já conta com sete edições. Em 50 anos de existência, não faltam causos
curiosos a contar sobre a vida de “Frauta”, de seu lançamento às controvérsias
envolvendo suas últimas edições. Para debater sobre uma das principais obras
poéticas produzidas nos últimos 50 anos no Brasil, nesta edição contaremos com
a presença do poeta Elson Farias e do coordenador do projeto, Prof. Allison
Leão, na direção do debate.
O encontro será realizado no próximo dia 11/09, às
18h30min, na sede da Academia Amazonense de Letras, em Manaus. A entrada será
gratuita e a participação aberta a todos os públicos. A ALL fica localizada na
Av. Ramos Ferreira, 1009 – Centro. Saiba mais no endereço: https://www.facebook.com/avidadeumaobra.
Contatos:
Prof. Allison Leão: (92) 8116-6447 – coordenador do
projeto
Juliana Sá: (92) 8206-1084 – mestranda, integrante
do projeto
segunda-feira, 3 de junho de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Os 64 anos de Marcos Frederico Krüger
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A invenção do Expressionismo em Augusto dos Anjos
A invenção do Expressionismo em Augusto dos Anjos, com 310 páginas, encontra-se à venda na Livraria Valer, por R$ 35,00.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Amazônia: literatura e cultura
Zemaria Pinto
Derivado do III Colóquio Internacional Poéticas do Imaginário, este livro vem
reafirmar o sucesso de um evento de grande magnitude que não se deixa cair no
erro da repetição de velhas fórmulas. Antes, o primado aqui é a originalidade.
O desafio começa logo no título – Amazônia:
literatura e cultura. Qual Amazônia? Todas. Porque a Amazônia só pode ser
pensada a partir de sua diversidade: continental.
Como afluentes do grande rio que a
navega ao meio, os assuntos se expandem e se multiplicam nas mais diversas cores
e direções: da literatura à história, a produção cultural amazônida está aqui
repensada desde as manifestações orais – ancestrais – até a contribuição/contaminação
imigrante, passando pela viagem que essa cultura faz para fora de si mesma.
Não
citarei nomes para não explicitar preferências por um ou outro texto, pois no
final eles se completam, formando um grande painel desse caldeirão cultural
amazônico. Mas é preciso registrar a
presença luminosa de Astrid Cabral – a professora falando da poeta. Discorrendo
sobre seu processo de criação, ela nos dá uma lição de simplicidade: “Parto rumo à aventura do desconhecido, em busca do que só
existe misteriosamente dentro de mim, de modo vago e amorfo, porém, em luta
para emergir.” Aula magna.
Obs: orelha do livro Amazônia: literatura e cultura, organizado por Allison Leão, reunindo as conferências apresentadas no III Colóquio internacional de Literatura, realizado pela UEA, nos dias 16 a 18 de maio passado.
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