Amigos do Fingidor

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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 9/9


Fernando Júnior. 
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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 8/9


Jandr Reis. 
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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 7/9


Hahnemann Bacelar. 
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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 6/9


Buy Chaves. 
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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 5/9

 

Otoni Mesquita.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 4/9


Jair Jacqmont.
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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 3/9


Roberto Evangelista.
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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 2/9

 

Óscar Ramos.
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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Artistas Plásticos do Amazonas, por Sérgio Cardoso 1/9


Moacir Andrade.
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Observação: o objetivo desta postagem é divulgar a arte amazonense e o trabalho do cineasta Sérgio Cardoso, ele também notável artista plástico.
Num total de nove filmes, que serão postados por nove sextas-feiras, adianto que ficarão lacunas que deverão ser futuramente preenchidas.  
 


quinta-feira, 22 de abril de 2010

A maldita intervenção do autor

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Consideremos uma árvore. Primeiro, Millet a pinta e depois a pinta Van Gogh. Resultam duas árvores diferentes, em virtude da "maldita intervenção do autor" (as aspas pertencem aos teóricos do objetivismo). Mas é precisamente essa inevitável irrupção do artista no objeto que torna a árvore de Van Gogh superior à de Millet e à de qualquer fotógrafo.


Mais ainda: essa árvore é o retrato da alma de Van Gogh.


(Ernesto Sabato, in O escritor e seus fantasmas, tradução de Pedro Maia Soares.)


Sem entrar no mérito do juízo de valor de Sabato, é fato que, entre 1888 e 1889, Vincent van Gogh (1853-1890) pintou uma série de quadros "inspirados" em  Jean-François Millet (1814-1875). Veja alguns exemplos e tire suas próprias conclusões.
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Ambos os quadros têm o mesmo título: Descanso ao meio-dia. Van Gogh, à direita, acrescentou um humilde parêntese ao seu: Depois de Millet.















Os quadros acima são de Van Gogh; ambos rendem homenagem ao trabalho mais conhecido de Millet, O semeador:
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O semeador, de 1850, está no Museum of Fine Arts, de Boston.

sábado, 31 de outubro de 2009

Nem ralouin nem Saci: hoje é o dia do Curupira!


Zemaria Pinto

O Curupira, de Manoel Santiago (1897-1987).

O Palavra do Fingidor lança uma campanha nacional contra a bestificação e a macaquice: ralouin, puma nenhorra, bom mesmo é o Curupira! No verso do quadro acima, do amazonense (eu tenho orgulho...) Manoel Santiago, tem o seguinte texto:


“O Curupira é um dos seres phantásticos que povoam as densas florestas do Amazonas. É uma figura estranha, cheia de astúcias. Tem os pés virados para traz afim de melhor enganar os viandantes. As índias adolescentes, ao doce embalar das redes de tucum, adormecem sonhando com o Curupira. Se alguma d'ellas commeter uma falta e não a puder justificar, logo será acusado o Curupira pelo crime de sedução. Rio de Janeiro – Brasil 1926.”

Meu caro Mouzar Benedito encabeça uma campanha nacional, já há alguns anos, para acabar com a palhaçada do ralouin e instituir o dia nacional do Saci. Mas não está emplacando; deve ser aquele cachimbo politicamente incorreto; ou aquela carapuça ridícula, sei lá. Mas eu tenho o argumento definitivo: o moleque Saci não é nativo. Mestre Cascudo ensina que o romano Petrônio já o cita – entre uma sacanagem e outra do Satyricon. O Curupira, ao contrário, é brasileiríssimo: segundo ainda o inefável mestre, foi o padre Anchieta o primeiro a registrar a presença do nosso herói, em 1560:
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“É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios a que os brasis chamam corupira, que acometem aos índios muitas vezes no mato, dão-lhes açoites, machucam-nos e matam-nos. São testemunhas disto os nossos irmãos, que viram algumas vezes os mortos por eles. Por isso, costumam os índios deixar em certo caminho, que por ásperas brenhas vai ter ao interior da terra, no cume da mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, flechas e outras coisas semelhantes, como uma espécie de oblação, rogando fervorosamente aos corupiras que não lhes façam mal. ”
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Para Ermano Stradelli, o nome Curupira é formado pela contração de “curumi” e “pira”, ou seja “corpo de menino”.
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Então, ficamos assim: na próxima vez que alguém lhe falar de ralouin, lembre ao imbecil que isso é coisa de visagem e que você curte mesmo é o Curupira.
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31 de outubro, dia nacional do Curupira.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

As orelhas de Van Gogh

Autorretrato com orelha enfaixada e cachimbo. 1889.
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O autorretrato de Van Gogh publicado nO Fingidor de hoje, comemorando 1 ano de trabalho, é irmão gêmeo do quadro acima. A diferença é só o cachimbo. Sobre ele, no livro coletivo 1000 obras-primas da pintura, observa-se a seguinte curiosidade:
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Como se pode perceber, neste retrato a orelha enfaixada é a direita, embora Van Gogh tivesse decepado a orelha esquerda. Conclui-se, portanto, que o retrato foi pintado diante de um espelho. Em uma carta anterior a este quadro (datada de janeiro de 1889, quando de sua alta hospitalar), Van Gogh escreveu a(o seu irmão) Théo: "Comprei um bom espelho de propósito, para trabalhar nos meus próprios autorretratos, já que não disponho de modelos, porque, se eu conseguir retratar as cores da minha própria cabeça, o que em si já representa um desafio, quem sabe poderei retratar outros homens e mulheres?"

sexta-feira, 3 de julho de 2009

7 notas sobre Fantasy Art
Zemaria Pinto

1. O conceito de Fantasy Art confunde-se com o de Pop Art: está dentro dele, ultrapassando-o.

2. Marginalizada, a Fantasy Art foi engendrada nas ilustrações de livros e capas de revistas, logo passando às histórias em quadrinhos. Daí até o cinema foi um passo. Mas ela dialoga também com os melhores jogos eletrônicos.

3. A sua origem, entretanto, remonta a Hieronymus Bosch, passando por William Blake e o nunca assaz louvado Gustave Doré. Sem esquecer todo o legado renascentista, de índole pagã.

4. Mesmo que a sua melhor representação ainda opte pelos suportes tradicionais, como o óleo sobre tela, a Fantasy Art pode usar os recursos mais avançados de programas de computador.

5. A sua essência, contudo, está na fantasia, na reprodução de cenas e seres fabulosos e/ou mitológicos, histórias góticas e de horror, além de ficção científica – sempre com um forte apelo erótico.

6. A miserável realidade não cabe no infinito espaço da Fantasy Art.

7. A Fantasy Art é a sublimação pictórica da contemporaneidade: é pura arte pop.

O Palavra do Fingidor passará a publicar, a partir de amanhã, todos os sábados, reproduções de quadros com exemplares de Fantasy Art.

terça-feira, 3 de março de 2009

De olho nas gralhas
A edição de hoje do jornal A Crítica publica este retrato de Beethoven (1770-1827), feito por Joseph Karl Stieler (1781-1858), como sendo de Haydn.
Este é o verdadeiro Joseph Haydn (1732-1809), retratado por Thomas Hardy (1757-1804).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Robério Braga responde
O quadro de Moacir Andrade, pelas lentes de um fotógrafo da SEC.
Recebi e-mail do secretário de Cultura Robério Braga, que transcrevo na íntegra:

Zé Maria,

Recebi o e-mail que você retransmitiu.
Respondo, pedindo que faça chegar ao interessado.
Em 20 de outubro de 2008, por oficio de nº 1385/GS/SEC, requeri ao Secretário de Fazenda a cessão da obra de Moacir Andrade a que se refere o signatário original do e-mail.
O pedido foi arquivado pela dra. Rose, subsecretária, que não autorizou a cessão.
Seguem os registros fotográficos da nossa equipe que visitou o local e a obra.
De outro lado, devo dizer:
A Pinacoteca do Estado existe, criada em 1965, remontada em 1997, até o mês passado funcionava na Vila Ninita, anexo ao Palácio Negro. Agora está sendo montada em local definitivo, no Palacete Provincial, antigo Quartel da Policia Militar, na praça da Policia.
Na ocasião (1997) criamos o ateliê de restauro de obras de arte para salvamento do pequeno acervo recebido.
Quanto a não existir bibliotecas, creio que o autor da matéria não sabe da existência. Porque talvez não seja usuário de bibliotecas, pois existem, e são várias, até para deficientes visuais.

Atenciosamente,

Robério dos Santos Pereira Braga
Secretário de Estado de Cultura

Obs: a carta referida, cuja cópia veio anexa ao e-mail, serve para nos informar que muito antes de 20 de outubro de 2008 o quadro já estava na mesma situação em que se encontra hoje. Menos deteriorado, talvez. Provam-no as fotos que o secretário gentilmente anexou – uma delas acima reproduzida. Quanto à nova Pinacoteca: viva! Já não era sem tempo. Em relação à Biblioteca, o secretário tem razão: o autor não faz uso de bibliotecas públicas porque tem a sua, particular, com mais de 20 mil volumes, comprados, ao longo dos últimos 39 anos, com seu parco salário. Pena que as bibliotecas existentes tenham um funcionamento tão burocrático: segunda a sexta, de 8 às 17h. Nem vou comentar tal limitação. Mais: a Biblioteca Pública a que me referi é um prédio histórico, situado na esquina da rua Barroso com a Sete de Setembro, em “reforma” há anos, e sem prazo para voltar a funcionar.
Ah, informações úteis: o quadro se chama “A magia do Uirapuru” e data de 1977.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Obra de Moacir Andrade apodrece no subsolo da SEFAZ
Exposto à umidade e ao mofo do subsolo, o quadro, envergonhado, volta-se para a parede.

Um quadro de Moacir Andrade, medindo cerca de 2 x 4,5m, está abandonado no subsolo da Secretaria de Fazenda do Estado. Servidora do alto escalão daquele órgão confidenciou-me que foi pedida ajuda à Secretaria de Cultura, com a finalidade de restaurar o quadro que já esteve no hall de entrada da SEFAZ, mas a SEC “nem te ligo”.

Tem sentido: a SEFAZ tem vários quadros de Moacir Andrade e de outros artistas locais, adornando suas paredes, humanizando aquele ambiente onde só se respira o vil metal; mas quem entende de arte é a Secretaria de Cultura, mantenedora da Pinacoteca do Estado. Alguém viu uma Pinacoteca por aí? Nem uma Biblioteca, não é mesmo, Mauri?

INDIGNE-SE!
As cores vibrantes de Moacir Andrade, marca registrada de um trabalho que tem reconhecimento mundial, estão perdendo a alma num porão público.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O traço e o verso

Depois de ler a notícia sobre os originais de Moacir Andrade, ainda menino, em vias de se perderem (veja postagem de 15.01), Jorge Tufic enviou-me cópia reprográfica do seu livro O traço e o verso (Manaus: SEMEC, 1985), onde o poeta "ilustra" os desenhos de Moacir. Tufic relembra, na introdução:

A caminho de casa, esses breves rascunhos que serviram de embrião para uma arte consagrada hoje no mundo inteiro foram crescendo aos meus olhos, tocando-me as cordas interiores. Quando cheguei em meu quarto, sentei-me; e foi de uma sentada, não me lembro de quantas horas, que saíram estes pequenos momentos de referência poética, às vezes num tom circunstancial, aos desenhos de Moacir. No todo, 22.

Como exemplo da poesia (reproduzir a imagem comprometeria sua qualidade), aí vai o poema que Jorge Tufic escreveu para um desenho que mostra um homem carregando um cesto cheio de pães, datado de 1939:

Ali vai o padeiro entregador,
o padeiro de cestos nos ombros.

Ali vai o ano de 1939
passando pela rua deserta.

E do cesto de pão nos vem esse cheiro
que ensina o amor sem fronteiras
pela cartilha da fome.

domingo, 18 de janeiro de 2009

O outro Charles Chaplin
Charles Chaplin, o pintor.
Charles Joshua Chaplin (1825-1891) era um pintor francês, realista e acadêmico. Não sei de qualquer parentesco com Carlitos, que era inglês, a mesma nacionalidade do pai do pintor.
Aliás, que delícia de nome para um palhaço: Carlitos, derivado do francês Charlot. Se ele aparecesse hoje, o chamaríamos de Charlie, como os de língua inglesa. Tão americanos somos!
Voltando ao pintor Charles Chaplin, veja, hoje, nO Fingidor (http://ofingidor2008.blogspot.com/) seu belo quadro Moça com um ninho.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Moacir Andrade: conversa à boca da noite
Moacir Andrade.

Hoje, mal a noite começava, eu e o compositor Mauri Marques fomos tomar um tacacá no ateliê de Moacir Andrade, que nos recebeu com a alegria que sempre o caracterizou.

Aos 82 anos, a completar em março, Moacir tem saúde e disposição para trabalhar diariamente nos seus quadros e escritos. Contou-nos muitas histórias, fez-nos várias confidências (algumas bem cabeludas) e mostrou-nos um acervo de livros e fotografias raras, além de desenhos seus, elaborados entre os 6 e os 12 anos.

Esses desenhos já deixavam antever o pintor que encantaria o mundo com suas paisagens e suas interpretações dos mitos amazônicos: são pequenos flagrantes do cotidiano, que, reunidos, compõem um ensaio visual-antropológico sobre os costumes urbanos da Manaus de 1935 a 1941.

Pena que, nesta cidade desprovida de memória, se não se tomar providências urgentes, todo esse material vai se perder. Atenção senhores donos da cultura, muita atenção!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Rosario Andrade: o mito revisitado

Auto-retrato.

Rosario Andrade é uma jovem artista plástica portuguesa, com obras em escultura e em pintura. Seu trabalho de revisão de cenas mitológicas é primoroso, promovendo um encontro inusitado entre a tradição intemporal e a contemporaneidade mais conseqüente. Confira na edição de hoje dO Fingidor (http://ofingidor2008.blogspot.com/) o quadro Perseu e Andromeda.

Mais trabalhos de Rosario Andrade, inclusive suas belas paisagens do Porto e de Coimbra, podem ser admirados na galeria virtual da artista: http://rosarioandrade.blogspot.com./