Amigos do Fingidor

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Zona de Guerrilha Franca



Zemaria Pinto


267 – Uma palavra de carinho aos nossos valorosos Fernando Haddad e Manuela D’Ávila – foi uma honra lutar ao vosso lado, sob o vosso comando.

268 – Acho que só agora compreendo plenamente o velho chavão, tão aviltado: a luta continua. Continua.

269 – Presidente Lula, você não queria, mas lhe deram de bandeja o papel de mártir. A História lhe fará justiça.

270 – Caiu a máscara da canalha: o bandido Fraga e o bandido Lorenzoni são os braços (ambos direitos, claro) do Capitão Farofa, o farofeiro – o corrupto anticorrupto que se cerca de corruptos por todos os lados.

271 – Mas o maior de todos os bandidos da quadrilha, digo, do governo do Capitão Farofa chama-se Sergio Moro, o devagar.

272 – Como um enxadrista russo (só para lhe dar urticária), o Moroso montou a estratégia para deixar o judiciário, onde já havia perdido terreno de modo irrecuperável, para se tornar o que ele sempre negou: um político de merda.

273 – Mas Moro não vai parar no superministério da opressão suprema. Ele quer mais. Ele sabe que o Capitão Farofa é um idiota, uma marionete que será, mais cedo do que pensamos, enredado pelos quadrilheiros liderados pelo Paulo Guedes, que tem dezenas de processos em andamento e é pau mandado do capitalismo internacional.

274 – No próximo São João, podem apostar, começará o inferno astral do CapFá – e aí, eleições suplementares, quem surgirá como o super-herói, salvador da pátria? Ele Moro Moroso, o estrategista das leis. O devagar quase parando, o que trocou a biografia gloriosa, embora montada sobre bases fraudulentas, pelo poder efêmero.

275 – O supremo Gilmar Mendes é fichinha perto de Moro, amigo íntimo de Aécio, sempre acobertado pelo juizeco paranaense.

275 – Para o bem ou para o mal, Moro Moroso poderia ser um capítulo dos livros de História. Optou por ser nota de pé de página.

276 – Quem sobreviver verá.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Autobiografia po(é/lí)tica



Zemaria Pinto

Para Luna, Rafael, Pietra e Aimée:  
que o Brasil de vocês seja melhor que o meu.


Eu tinha 7 anos quando meu pai,
que sempre chegava com a luz do sol,
entrou na sala alumiada pelo candeeiro
– Eles tomaram tudo, espancaram e prenderam inocentes.

(Aquela noite insana
iria se alongar
em nossos corações
por mais 21 anos.)

Eu tinha 10 anos quando soube
da morte do Che, pelos jornais.
Da mesma forma, depois,
de Marighella e Lamarca.

Aos 13 anos, li as Memórias do velho Graça
e os Subterrâneos do Cavaleiro Jorge,
e escrevi poemas que clamavam
por liberdade de expressão.

Aos 18, faculdade:
me embriaguei de debates,
passeatas, concentrações,
entre outras rebeldias.

Aos 25, um novo partido,
com a cara de trabalhadores,
mudava a cara da política
que dominava o país.

Aos 28, sem Diretas Já,
vi, passivo, um pusilânime
conduzir o sonolento gigante
à beira do precipício.

(Carol nasceu na ditadura;
Paloma, com a democracia;
Amanda, com a Constituição.
O sol brilhava sem pudor.)

Aos 32, começou a jornada
da jovem estrela vermelha:
três eleições perdidas,
três tristezas renascidas.

Aos 45, afinal,
com Lula e Dirceu à frente,
a alegria da vitória
de um governo para o povo.

Durante 14 anos,
sem medo de ser feliz,
o povo tomou a frente
e a miséria foi vencida.

Foram muitas as batalhas,
as derrotas foram muitas,
até que se deu o golpe:
fomos tirados à força.

Prenderam Lula, prenderam,
sem qualquer prova cabível,
a esperança do povo:
mas jamais esmorecemos.

Aos 61, agora,
a esperança refloresce,
na fala sóbria de Haddad,
na solidez de Manu.

(Maria, que ama o rosa e o vermelho,
nada sabe de esperança,
mas canta todos os jingles
que a mãe Tainá lhe alcança.) 

Não temos um adversário;
temos, sim, um inimigo:
nazifascista, misógino
homofóbico e racista.

Vamos vencer pelo voto,
arma do povo prudente,
cantando numa só voz:
– Lula livre, Manu vice
e Haddad presidente!


Zemaria Pinto – nascido sob o governo socialdemocrata de JK, tem 19 livros publicados, de poesia, ficção e ensaios. É eleitor-fundador do PT, desde 1982, quando votou em Oswaldo Coelho, seu professor de História no Colégio Ruy Araújo, em Manaus, que lhe ensinara que a vida que está nos livros é a vida que vivemos, todos os dias – somos nós, o povo, que construímos a História.


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Zona de Guerrilha Franca



Zemaria Pinto


234 – Os ratos abandonaram o barco? Não, os ratos foram para a Europa, de avião. A ratazana Ciro, a catita gulosa Marina, a mucura FHC. Maresia, para eles, só em sentido figurado, esfumaçado.

235 – O barco de Haddad e Manu – o barco da democracia, do crescimento econômico, da educação para todos – segue de vento em popa e quilha empinada.

236 – Para quem ainda duvida da manipulação das pesquisas: lembra que, no primeiro turno, se divulgava a pesquisa cheia, incluindo nulos e em branco?

237 – Agora, para o segundo turno, só estão divulgando os válidos, o que dá, entre Haddad e o fascista onanista, uma diferença de 18 pontos. Uma farsa.

238 – Na pesquisa estimulada, nulos, brancos e sem resposta representam 11%, o que significa mais de 16 milhões de votos.

239 – O mais importante, entretanto, é que Haddad não precisa crescer 18 pontos, para tirar a diferença, mas apenas 10 pontos, o que o colocaria com 51%.

240 – Bastaria um debate, para desmascarar o canalha.

241 – E depois, vamos ouvir a velha cantilena: “o país está dividido...” O país sempre esteve dividido – repetindo Lula: “é nós contra eles”.

242 – E quem são eles? Os que sempre viveram em berço esplêndido; que dividem o país em castas (brancos e cristãos, de um lado; pardos, mulatos e negros de qualquer religião, de outro) e raças (sulistas e nordestinos, o que inclui o norte, claro).

243 – Eles ainda não assimilaram o fim da escravidão – e se autoproclamam cristãos, sem respeitar os mais elementares princípios cristãos.  

244 – E quem somos nós? Os que acreditamos que o país só pode crescer estimulado pelo trabalho pago em salário digno. Lembram que Lula se elegeu em 2002 com a promessa de elevar o mínimo a 100 dólares? Os idiotas de plantão, os Sardemberg da vida, diziam ser absurdo, o país iria quebrar. O salário chegou, nos governos do PT, a mais de 200 dólares. E, com Haddad e Manu, vai crescer mais ainda.

245 – Quem somos nós? Os que acreditamos que justiça social se faz com políticas sociais de médio e longo prazo, e não com esmolas natalinas. Os que acreditamos que os crimes históricos, como os cometidos contra os índios e os afrobrasileiros, devem ser reparados, sim, com políticas adequadas.

246 – Nós acreditamos que a educação e o emprego são as maiores armas para o combate ao crime, no longo prazo. E que o combate ao crime, no curto prazo, se faz com inteligência e não com violência; se faz com repressão, não com assassinato em massa.

247 – Eles acreditam que podem ganhar a eleição espalhando o terror das notícias falsas e fantasiosas; nós acreditamos que só o debate público pode esclarecer o eleitor desinformado.

248 – A suprema Rosa Weber parece uma barata tonta no meio do tiroteio: convoca representes das partes para promover a paz; só o lado da paz comparece. D. Rosa sorri amarelo e diz que não pode fazer nada. Ora, merda.

249 – Para o meu folclore particular. Ontem uma amiga me contou sobre uma conhecida velha, velha conhecida. Transcrevo o que ouvi de segunda mão: “aquela Marisa não morreu; tá na Europa curtindo a vida em euros”; “Lula não está preso, coisa nenhuma; tá na Europa com a Marisa, gastando o que roubou”. Entre outras sandices. Detalhe: a fulana é professora universitária, da UFAM, a universidade que o Lula salvou da sanha destruidora de FHC. Meu amigo Bacellar, se por cá estivesse, diria, entredentes: “professora universiotária...”

250 – A mentira é o alimento do ódio. A calúnia e a violência são dejetos do mesmo esgoto.

251 – Haddad presidente; Manu vice; e Lula livre.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Zona de Guerrilha Franca


Zemaria Pinto


223 – O estado de bem-estar social se opõe ao estado opressor. O governo socialdemocrata se opõe ao estado totalitário-fascista.

224 – Inútil jurar fidelidade à Constituição quem, até outro dia, defendia a tortura e o assassinato de “comunistas”; quem afirma aos quatro ventos que “bandido bom é bandido morto”.

225 – “Bolsonaro sempre teve discurso autoritário. O PT nasceu e cresceu na democracia”. Estas aspas são da Sra. Miriam Leitão, a jovem guerrilheira comunista que virou uma velha neoliberal. Mas não perdeu a razão.

226 – O vendaval de votos no misógino-homofóbico-onanista – onde ele não ganhou houve fraude, claro – só se explica pela complexo de manada do lúmpem-eleitor.

227 – Pior que o eleitor-gado é aquele que se diz desiludido com a política, cujos votos – nulos ou brancos – diminuem a base de cálculo, favorecendo o fascista. São covardes, porque, não tomando uma posição, estimulam o voto, indireto, no fascismo.

228 – Mas muito pior que o eleitor covarde é o pseudo-intelectual, que se diz anarquista – ignorando o significado histórico dessa palavra – e sequer comparece para votar. Esses intelectuais de fachada, revoltados de mesa de bar, não passam de entreguistas de primeira hora, vassalos do que eles dizem odiar.

229 – E agora, Marina? Se o Bozo ganhar, ele não vai te chamar pra ser ministra do meio ambiente. Vai chamar a Kátia Abreu ou qualquer outro representante do agronegócio – que pode ser pop e top, mas é tóxico, como diz o Boulos.

230 – E o Ciro, bêbado, disse “ele não”. Agora, está com frescura. Eu explico: o PDT, que já teve Brizola e Darcy Ribeiro entre suas glórias, é um partideco de aluguel. Taí o Amazonino, dono da sigla no Amazonas, que, desde o primeiro turno, apoiou descaradamente o Bozonauro – que o rejeita porque o conhece.

231 – Por falar em glórias, o PPS, quem diria – e que vergonha, Sr. Roberto Freire. O PPS, que já foi PCB – de Prestes, de Marighella e de Gregório Bezerra, entre tantos – diz que vai ficar neutro. É outro partideco, de aluguel. Lembram qual era o partido do Braga, em 2002? Hoje está sob o chicote de Amazonino. Também.

232 – Bozonauro vai continuar se escondendo atrás da fina lâmina do Bispo. Hoje deveria ter debate tête-à-tête. Seria um massacre. Muito conveniente aquela facada. Muito conveniente.

233 – E enquanto isso, Marielle – mulher, negra, homossexual, ativista, tudo o que o Bozonauro mais odeia – continua assassinada. Há sete meses.  

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Zona de Guerrilha Franca



Zemaria Pinto


202 – O jogo sujo sujou de vez.

203 – Escondido por trás do suposto atentado, o candidato fascista mesmeriza o eleitorado antipetista e produz verdadeiros milagres estatísticos na reta final da campanha para o primeiro turno.

204 – Repetem-se as mesmas manipulações de sempre, procurando iludir o lúmpen-eleitor, levando-o a votar no “já ganhou”.  

205 – O agora eleitorado fascista não está preocupado com a saúde da “frágil democracia brasileira” (como não se cansam de repetir os iluminados globais). Ligaram o botão do foda-se, e foda-se.

206 – O presidente Lula tinha razão: “é nós contra eles”.

207 – De um lado o candidato da esperança, de quem acredita que este país pode ser um país de oportunidades iguais para todos – e não apenas para uma elite branca e cristã. Boulos? Vera Lúcia? Não seria a primeira vez que o PSOL e o PSTU virariam as costas para o PT.

208 – Quase que eu escrevo Cavaleiro da Esperança – os mais velhos saberão porquê.

209 – De outro lado, sob a falsa liderança do fascista homofóbico e misógino – logo, onanista –, os falsos brizolistas do Ciro; os falsos sociais-democratas do Alckmin; os falsos preservacionistas da Marina; somados aos imbecis que acreditam no Amoedo e no Meirelles – que ficaram ricos vendendo cartões de crédito e extorquindo pequenos empresários desesperados.

210 – O que são os milagres estatísticos acima referidos? Alguém acredita que depois de todo o barulho do #EleNão o fascista onanista cresceria exponencialmente entre as mulheres?

211 – Nelson Rodrigues, de pura farra (ele dizia que polêmica “sempre dá um dinheirinho extra”), afirmava que “nem toda mulher gosta de apanhar – só as normais”. Parece que a normalidade é muito maior do que poderíamos supor nas hostes do fascista onanista.

212 – Mas a sujeira maior veio do Sr. Limpeza, ou Mr. Clean, como ele, um anglófilo, deve preferir: a divulgação da delação de Palocci, feita em abril e até hoje não divulgada “por insuficiência de provas”.

213 – Moro mostrou que é apenas um boneco de engonço a serviço da mais deslavada putaria política. Ele, que posava de vestal, mostrou que não passa de uma reles puta de tribunal – com todo o respeito às trabalhadoras prostitutas.

214 – Enquanto isso, na Sala de Justiça, os senhores supremos continuam batendo cabeça, como carneiros cegos e gordos que são. Levandóvisque manda; Fuckyou desmanda; Levandóvisque remanda; Tífode desmancha tudo.

215 – Pra quem apostava que Tífode era o PT no supremo, taí: o the supreme, que não foi aprovado nem pra juiz de comarca dos grotões, está cortejando o alto escalão militar, pronto para babar ovo e lamber bota, caso venha o golpe. Supremo golpe.  

216 – Um comentarista econômico tendo orgasmos múltiplos ao vivo e em cores: “a subida do Bozonauro nas pesquisas fez a bolsa subir e o dólar cair”.

217 – É mais um mito que tentam enfiar goela abaixo dos mal informados. A bolsa e o dólar são mercados especulativos, sensíveis a notícias fora do padrão. Para uma ação na bolsa se manter em alta, valorizada, entretanto, é preciso que a empresa esteja estável no mercado – e isso só acontece com consumo alto e crescimento econômico, itens que não constam da cartilha do Posto Ipiranga do onanista, que só vê o ilusionismo do neoliberalismo. Aliás, o liberalismo dele nem é neo, é velho mesmo.

218 – O básico do Posto Ipiranga do onanista é: privatizar o que resta; arrochar a política trabalhista (diminuindo seus “custos”) e arrochar a previdência. O que, aliás, o generalíssimo Jumento de Carga vive a repetir. Ou seja, facilitar a vida dos empresários, num primeiro momento, fodendo de vez a classe trabalhadora – que é a massa consumidora. Em outras palavras, os empresários vão viver de vender para os empresários, pois o povo consumidor está alijado dessa política velholiberal.

219 – Logo mais, à noite, tem debate. Bozonauro vai continuar se escondendo atrás da faca do Bispo. Ciro, Alckmin e Marina vão continuar batendo em Haddad, fazendo o jogo do onanista. Tomara que o Cabo vá (sei do cacófato), pelo menos ele é engraçado – mais do que o Meirelles, o Amoedo e o Coringa (como é mesmo o nome dele?) juntos.

220 – Haddad só tem que ser ele mesmo, jogando limpo com seus eleitores, mas sem recuar diante de prováveis agressões, mantendo a guarda alta e jabeando sem cessar.

221 – Lembrando o Comandante: “hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”.

222 – Eu nunca li essa frase em nada do que o Che escreveu ou que escreveram sobre ele – e eu o leio há quase 50 anos. Mas, quando a poesia é melhor que a história, não há dúvida: ficamos com a poesia.


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Zona de Guerrilha Franca



Zemaria Pinto


177 – Escolha o seu lado. Civilização ou barbárie?

178 – Civilização é justiça social, emprego e crescimento econômico; é o controle dos lucros bancários e a taxação às grandes fortunas; mas é também programas sociais, como o Bolsa-Família, por exemplo, que promove justiça social, por meio da distribuição de renda.

179 – Barbárie é esterilizar a população de baixa renda, “para diminuir o número de pobres”.

180 – Barbárie é condenar o Bolsa-Família, sob o argumento de que “os miseráveis agora vivem só de renda”, ignorando as regras rígidas para a concessão do benefício.

181 – Barbárie é cortar gastos de investimentos públicos, sob a alegação de que “o estado já é grande demais”.

183 – Barbárie é diminuir os impostos da classe média, para aumentar dos que ganham menos, pois é isso a “alíquota única do Imposto de Renda”.

184 – Barbárie é afirmar que “as grandes fortunas já dão sua parcela de colaboração na economia do país”, por isso devem ser isentas de mais impostos.

185 – Civilização é a universalização do sistema educacional – do fundamental à pós-graduação.

186 – Barbárie é a industrialização e a privatização do sistema educacional.

187 – Civilização é o sistema de cotas para índios e negros, visando reparar erros históricos.

187 – Barbárie é afirmar que “os índios são preguiçosos e os negros são malandros”.

188 – Civilização é o respeito e o estímulo ao papel da mulher independente, como força motriz da economia e da nação.

189 – Barbárie é afirmar que “crianças criadas por mães e avós terminam como soldados do narcotráfico”.

190 – Civilização é o respeito à diferença – de sexo, gênero, crença, religião, cor, etnia, raça.

191 – Barbárie é o ódio e a violência contra o diferente – inclusive, dentro da própria casa. 

192 – Civilização é o respeito à democracia e à justiça, mesmo quando vítimas de injustiça.

193 – Barbárie é chantagear afirmando, com duas semanas de antecipação, que se não ganharem “é porque houve fraude”.

194 – Civilização é o respeito à democracia e o exercício do diálogo com os adversários, visando o bem do país.

195 – Barbárie é pregar o “voto de partido”, independente da vontade do parlamentar.

196 – Barbárie é pregar o autogolpe ou o golpe, que não é apenas retórica, mas uma possibilidade que se desenha.

197 – Civilização é pregar a concórdia e a harmonia, mesmo porque ninguém governa sozinho, quando todos o acusam de extremismo.

198 – Barbárie é o extremismo que prega a violência, a tortura, o assassinato.

199 – Civilização é acreditar que o país só mudará com educação, cultura e pleno emprego.

200 – Barbárie é o ódio à cultura, à educação e aos trabalhadores.  

201 – Escolha o seu lado. Civilização ou barbárie?



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Zona de Guerrilha Franca



Zemaria Pinto


164 – Crescer, oscilar, derreter. Entenda o que significa cada um destes verbos, na patética linguagem da mídia canalha.

165 – O ato falho “Haddad oscilou 11 pontos”, vem sempre acompanhado de um sorriso amarelo: “oscilou, não: cresceu”.

166 – Quem oscila é o CapCu, que só cresce dentro da margem de erro: soluços.

167 – Mas o barato mesmo é Marina: ela derrete. Marina é apenas o que é: uma carola individualista, com um discurso oscilando (opa) entre o falsamente progressista e a mocinha pobre que venceu na vida.

168 – Vence na vida quem diz sim, tia, como diz a profecia.

169 – Seus votos migram (ou se tornam sólidos?) para o CapCu, pelo ódio que ela devota ao PT, e para o Haddad – dos que declaravam apoio a ela, iludidos pelo seu discurso falso, e só agora, com o ódio escancarado, se dão conta de quem é ela, realmente.

170 – Candidata de si mesma, Marina deve contentar-se, a partir de 2022, a compor a bancada evangélica. Isto se os evangélicos do Acre a aceitarem.

171 – E a vaca fardada, também conhecido como jumento de carga?

172 – Constituição sem Constituinte? Caralho. Sem comentários. Imbecil.

173 – E o CapCu quer a volta da cédula de papel, porque na urna eletrônica ele será fraudado. Ora, em 20 anos, ele nunca foi vítima de fraude. Cuspindo no prato que lambeu. Babaca.

174 – O que está em jogo, afinal, não é um embate estéril e extemporâneo entre esquerda e direita, que é sempre resolvido com a entrada em cena da canalha do Centrão.

175 – O embate é mais embaixo. Entre civilização e barbárie.

176 – Escolha o seu lado.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Zona de Guerrilha Franca



Zemaria Pinto


147 – Setembro, o mês da vaca louca.

148 – Primeiro, uma vaca fala em autogolpe.

149 – Depois, a outra vaca proclama um golpe, substituindo o candidato esfaqueado, sem combinar com o resto da quadrilha.

150 – É a maldição dos vices golpistas. Ou vice-golpistas.

151 – Agora, é pra valer – com facada ou sem facada, o CapCu derrapa na subida.

152 – Não vou comentar pesquisas, porque todo mundo já leu algum pitaco a respeito.

153 – O que não dá pra esconder, entretanto, é que a Marina despenca na descida e o Picolé de Chuchu queimou as velas.

154 – Sobram o centrão-Ciro, a direita-CapCu e a esquerda-Lula.

155 – Mas, atenção: Ciro não é Lula; Lula não é Ciro.

156 – Ciro é uma cortina de fumaça para tirar votos da esquerda.

157 – Suas agressões à vaca fardada vice visam culpar a “esquerda”.

158 – Ciro vive lembrando que foi ministro de Lula. É verdade, responsável pela transposição do Rio São Francisco. Em 3 anos, não transpôs uma gota sequer. É incompetente.

159 – Mas Ciro não quer que lembremos que foi ministro de Itamar, o topetudo, lambendo as solas de FHC, em 1994, por 4 meses. FHC se livrou dele, assim que assumiu. É incompetente e lambe-botas.

160 – Ciro está a serviço da direita, babando de raiva, como sempre.

161 – A esquerda é Haddad e é Manu. Haddad/Manu são Lula. Lula é Haddad/Manu.

162 – Enquanto isso, o criminoso incêndio do Museu Nacional caiu no esquecimento.

163 – E a Marielle continua assassinada.   

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Zona de Guerrilha Franca



Zemaria Pinto


133 – Inacreditável, o ataque ao Capitão Cueca. Daqueles acontecimentos que vão parar na lata de lixo da história, mas como aconteceu ontem, temos que perder nosso tempo com ele.

134 – Pelo que a lobobobo mostrou, a estocada, em linha reta, atingiu uma área – entre intestino grosso, delgado e uma artéria à altura do umbigo – de 20 cm2. Uma façanha. Eu diria que um milagre, tantas as forças místicas envolvidas. Mas, segundo o boner, foi merda pra todo lado.

135 – Curioso é que na democracia de fantasia em que vive o Capitão Cueca, ele está sempre de colete à prova de bala – afinal, os petralhas acreanos podem reagir às suas ameaças de fuzilá-los.

136 – Ontem, na pacífica Juiz de Fora – de onde uma Vaca Fardada saiu, na noite de 31 de março de 1964, para tomar o poder no Rio de Janeiro, sendo que a capital do país, havia 4 anos, era Brasília –, ontem, o Capitão Cueca não vestiu o colete.

137 – E agora, meu bom José? Casar com Débora ou com Sara? A festa mal começou, trocaram Noel, Tom e até o Roberto Carlos pelo pessoal do funk, de má poesia e armados até o olho do cu.

138 – O idiota que atentou (?) contra o Capitão Cueca é uma espécie de Joana D’Arc caipira: ouve vozes que ele atribui a um deus imbecil e sua canalha de anjos.

139 – Mas o estranho nisso tudo, é que os mineirinhos da PM de JF, esmirrados e famélicos, conseguiram livrá-lo de um linchamento pelos pitbulls do CapCu.

140 – Era tão simples: eles andam armados, são fortões, especialistas em artes de bater e de matar. Como conseguiram perder para os soldadinhos fudidos e mal pagos pelo traidor Pimentel, que prefere o Aécio à Dilma, como companheiro de chapa?

141 – Era tudo o que eles queriam: vitimizar o Capitão, antes que ele começasse a perder terreno nas pesquisas, o que deve acontecer a partir de terça-feira, 11, quando o Haddad será oficializado como candidato, tendo Manuela como vice.

142 – A Vaca Fardada da vez – aquele que acha que todo índio é preguiçoso e todo preto é ladrão – já botou a culpa pelo atentado (?) no PT. O coronel dono do partido aqui em Manaus (um partido de aluguel), repetiu a mesma ladainha.

143 – Só falta o CapCu dizer que viu a estrelinha do PT brilhando nos olhos do agressor. Aí fudeu.

144 – Ah, o tal Adélio já foi do PSOL. E daí? O cabo daciolo aleluia glória a deus também já foi. Isso só depõe contra o PSOL.

145 – Só há uma possibilidade de a situação voltar ao que era: um cachorrão do CapCu – um buldogue, um pitbull – matar o tal Adélio Bispo.

146 – Matar não, fazer justiça, que é assim que eles justificam seus crimes.